No centro histórico, o calçamento de pedras e suas ruínas enriquecem o seu patrimônio e dão um certo charme à cidade

Antonina é um patrimônio preservado em meio a paisagem natural. Cidade histórica com sua extraordinária beleza natural paisagística, Antonina possui ainda no centro histórico, o calçamento de pedras e suas ruínas, as quais enriquecem o seu patrimônio e que dão um certo charme à cidade.

Antonina - Um patrimônio preservado em meio a paisagem natural

Seus primeiros vestígios da ocupação foram encontrados nos sambaquis. Posteriormente, índios carijós habitaram o local, sendo que os primeiros povoadores datam de 1648 e 1654. 

Antonina - Um patrimônio preservado em meio a paisagem natural
Antonina – Um patrimônio preservado em meio a paisagem natural

Os habitantes naturais do município de Antonina são denominados antoninenses ou capelistas.O município está localizado no litoral norte do Estado do Paraná e oferece diversos atrativos turísticos. À começar pelos acessos, como a Estrada da Graciosa.

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Antonina - Um patrimônio preservado em meio a paisagem natural

Ramal de Antonina da antiga Estrada de Ferro Paraná 

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Porto de Antonina

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Antonina está a uma distância de 84 km via BR-277 e 79 km via Estrada da Graciosa, da capital do estado, Curitiba.

Ponta da Pita.

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Batizada com o nome de uma planta existente no litoral, utilizada pelos pescadores para a confecção de bóias para suas redes de pesca, a Ponta da Pita é uma formação rochosa que avança para dentro da baía de Antonina. Situada junto à Prainha, na região onde as águas do Oceano Atlântico encontram as encostas da Serra do Mar.

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Além de apreciar sua grande beleza paisagística e usufruir dos bares e restaurantes existentes no local, os visitantes podem também passear de barco e pescar. No local também há restos de um sambaqui, um sítio arqueológico em que podem ser encontrados restos de conchas e cascas de ostras, vestígios da vida pré-histórica dos antigos habitantes da região.

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Você sabe de onde vem o nome da cidade de Antonina?

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O nome de Antonina é uma homenagem prestada ao Príncipe da Beira Dom António de Portugal em 1797. Etimologicamente existem duas fontes: primeiro, do latim “antonius” que significa inestimável, segundo, do grego “antheos”, traduzido como flor. Antonina é uma das mais antigas povoações do Paraná.

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Tendo sua região sido perlustrada a partir do século XVII, a efetiva ocupação deu-se em 1648 quando o parnaibano Gabriel de Lara, o Capitão Povoador, sesmeiro da Nova Vila (Paranaguá), cedeu a Antonio de Leão, Pedro Uzeda e Manoel Duarte, três sesmarias no litoral de Guarapirocaba, primeiro nome de Antonina, as primeiras daquela porção litorânea. Eram tempos de caça ao ouro, e este ciclo intensificou-se com a chegada de garimpeiros. Com o passar dos anos, o povoamento do lugar foi se firmando e em 12 de setembro de 1714, foi oficializado a povoação de Antonina.

População Capelista

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Em 1712, Manoel do Valle Porto, depois sargento-mor, estabeleceu-se no Morro da Graciosa. As primeiras roçadas devastaram a selva em frente a Ilha da Graciosa (atualmente ilha do Corisco), que comprovaram a uberdade da terra, de grande valia para o povo do lugar. Valle Porto conseguiu provisão de licença para a construção da primeira Capela de Nossa Senhora do Pilar no povoado, que abrigava cerca de cinquenta famílias de fiéis, em tributo a Virgem Maria. 

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Desde esta época os moradores da cidade ficaram conhecidos como “capelistas”. Em 1797 o povoado tinha 2.300 habitantes, que viviam de mineração, pesca e agricultura de subsistência. Neste mesmo ano, a 6 de novembro, a freguesia de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa foi elevada à categoria de vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao Príncipe da Beira Dom Antônio. 

Em 14 de janeiro de 1798 foi empossada a primeira câmara de vereadores de Antonina, e a primeira providência foi a reabertura da Estrada da Graciosa, no que foram ajudados por autoridades curitibanas. Em 1835 a vila tinha 3.300 habitantes.

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No dia 21 de janeiro de 1857, através da Lei Provincial nº 14, torna-se município da nascente Província do Paraná.

O Conde Matarazzo

Um agricultor imigrante que se tornou empresário em seu novo país e terminou seus dias como o aristocrático proprietário de um império e que, como muitos outros impérios do passado, sobrevive hoje apenas em panoramas de ruínas que demandam preservação. 

Esta foi uma das bases de operação no Paraná do maior complexo industrial da América Latina.

O Complexo Centenário, em Antonina, está localizado junto ao antigo porto da cidade, na Avenida Conde Matarazzo.

O conjunto de edificações abandonadas atendia aos empreendimentos da família Matarazzo na região e está inativo desde 1970. 

O Complexo foi tombado pelo IPHAN para a preservação do patrimônio arquitetônico, garantindo que o mesmo não seja comprometido em uma eventual reocupação das instalações.

Atualmente, permanece à espera de uma recuperação condizente com a sua posição para a história de Antonina.

As instalações portuárias dependeriam de dragagem para viabilizar sua modernização e reativação, mas a mesma não interferiria necessariamente na preservação do patrimônio edificado.

Cultura

Antonina é a sede do Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná, que acontece anualmente na cidade no mês de julho.

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O 1º Festival de Inverno, ocorreu no ano de 1991, envolvendo professores e estudantes nas áreas de artes plásticas, cênica, música, oficinas e Projetos Especiais, palestras e recitais.

Teatro Municipal de Antonina, um dos mais antigos do Paraná

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Mercado Municipal de Antonina (1918)

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Principais acidentes geográficos Orográfico:

– Serras do Cabrestante, dos Órgãos, da Virgem Maria, da Graciosa e da Serrinha Potamográfico: 

– Rio Cachoeira, banhando as localidades de Catumbi, Limoeiro, Lagoinha, Cupiúva, Cupiuvinha, Turvo, Rio Pequeno, Cachoeira de Baixo e Cachoeira de Cima.Corredeira da Cachoeira

– Rio do Cedro, banhando a localidade do Cedro.

– Rio Cacatu, Lagoinha, Morro Grande Sambaqui, Rio do Meio Cacatu e Mergulhão.Salto da Venda, tributário do Cacatu I- Rio Curitibaíba, banhando as localidades de Curitibaíba, Faisqueira e Sambaqui.- Rio Faisqueira, banhando as localidades de Faisqueiras de Cima e de Baixo, Cedro e Camarão. Todos esses rios são navegáveis por pequenas embarcações. 

Suas quedas d’água:

Corredeira da Cachoeira Salto do Cedro Salto do Mergulhão Salto da Venda, tributário do Cacatu ISalto da Venda, tributário do Cacatu II.

A Baía de Antonina

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Fazem parte da Baia de Antonina:* Ilhas das Rosas, *Ilha Lessa, *Ilha do Guamiranga, *Ilha do Goulart e *Ilha do Corisco.

Na localidade de Cedro, há dois morros que se destacam: 

O Pico Torto com altitude de 847 metros

O Pico Paraná que faz Divisa entre Antonina e Campina Grandendo Sul, com altitude de 1877 metros.

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Como as riquezas minerais se sobressaem as extrações de pedra, ferro, magnetita e talco. Riqueza vegetal, madeiras de lei. 

E no reino animal, lontra, porco-do-mato, jaguatirica, onça-pintada, capivara, tateto e cutia. 

A pesca no município é praticada pelos pescadores das colônias ali existentes.

Rodovias

PR-340, ligando à Usina Parigot de Souza e ao acesso à Guaraqueçaba

(PR-405)

PR-408, ligando à cidade de Morretes

Ferrovia

Ramal de Antonina da antiga Estrada de Ferro Paraná, ligando à cidade de Morretes.

A linha férrea de 16 km, atualmente desativada para cargas, voltou a receber passageiros para fins turísticos após 30 anos. 

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Localização Geográfica de Antonina

Situado na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, o município limita-se ao norte e a oeste com Campina Grande do Sul, ao sul e a oeste com Morretes; e a leste com Paranaguá e Guaraqueçaba. 

Antonina está localizada entre a Baixada Paranaense e a Serra do Mar.

Clima

A localização da cidade de Antonina na orla atlântica apresenta um clima quente e úmido. Frio no período do inverno e agradável no verão. 

As temperaturas médias, observadas no ano de 1956, foram de 28 ºC das máximas, 12 °C das mínimas e 20 °C a compensada.

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