A economia azul é um dos principais motores da economia europeia, especialmente nas comunidades costeiras.
A Comissão Europeia publicou a quarta edição do “Relatório de economia azul da União Europeia”, que apresenta uma visão geral do desempenho dos setores econômicos da UE-27 relacionados com os oceanos e o ambiente costeiro.
O documento descreve que o setor empregou diretamente cerca de 4,5 milhões de pessoas em 2018 e gerou cerca de 650 mil milhões de euros de volume de negócios e 176 mil milhões de euros de valor acrescentado bruto.
De acordo com os autores do relatório, atividades emergentes como a energia oceânica, a biotecnologia marinha e a robótica estão se desenvolvendo rapidamente e irão desempenhar um papel importante na transição da União Europeia para uma economia biodiversa, circular e neutra em carbono.
A biotecnologia azul e a bioeconomia azul podem desempenhar um papel crucial como fornecedores de alternativas vegetais aos plásticos e outras aplicações petroquímicas.
O setor está ainda na infância, sendo o subsetor de maior destaque a produção de algas com uma faturação total de 10,7 milhões de euros em França, Espanha e Portugal.
Em 2022, a Comissão Europeia vai adotar uma estratégia para as algas para impulsionar o desenvolvimento do setor.
“A economia azul é um dos principais motores da economia europeia, especialmente nas comunidades costeiras e não só. Além disso, com o Acordo Verde europeu, sua importância aumentará no futuro.
O setor contribuirá para a descarbonização e outros objetivos ambientais europeus com soluções inovadoras e reduzindo a sua própria pegada.
Apelo aos Estados-Membros e aos investidores privados para apoiarem esta transformação e investirem numa economia azul sustentável”, afirma o Comissário da Comissão Europeia para o Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevicius.